Com telas autorais, réplicas de obras e uma instalação,
Felipe Volponi – FIVO – traz, em sua exposição - "Jardins"-, uma representação de jardins e
espaços naturais, aos quais ele se recorda como ambiente de maior influência em
sua vida.
Primeiramente, a presença do jogo de cores (que, esteticamente, deixa os quadros agradáveis), adjunto da
objetivação do artista, se fazem eficazes, se considerado o caráter
contemplativo e crítico da obra; percebe-se claramente a oposição, pretendida
pelo artista, dos elementos naturais versus o conceito maciço de espaço urbano
atual , assim como a ligação dele com a temática trabalhada.
Em contraste, considerando a instalação pretendida por
Volponi, percebe-se o uso do quadro branco – que, na obra, consiste em uma
estrutura de cipós nas quais, em diversas folhas (folhas de papéis no formato
de folhas arbóreas), os usuários podem escrever livremente ou desenhar algo e,
em seguida, afixá-las nos cipós. Tal modo de instalação/interação pode não ser
tão interessante, observando a abertura exacerbada dada aos frequentadores, o
que pode acarretar, por conseguinte, em um não uso devido à falta de estímulo.
Por fim, as réplicas realizadas pelo autor se fazem,
parcialmente, interessantes. Contudo, a escassez de informação em relação a
significância daquelas obras para ele deixam um “vazio” na obra, consequentemente,
certa desconexão de sensações.




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