Os croquis de Isabela estão claros (ficam evidentes os ambientes relatados da Escola de Arquitetura) e bem distribuídos no papel (enquadramento bom). Apenas alguns detalhes, como portas e janelas - na representação do pátio - carecem de atenção. Há também um pequeno desalinhamento em relação aos pilares, mas nada que atrapalhe demasiadamente a percepção e a leitura do desenho. No mais, os pontos de fuga, tanto no ambiente interno quanto no externo, foram trabalhados, de modo geral, corretamente.
sábado, 26 de agosto de 2017
Croquis de Experimentação - Externos - Escola de Arquitetura
Descrição: Croquis externos, Escola de Arquitetura - UFMG.
Materiais utilizados: papel 180g, caneta nanquim e aquarela.
Materiais utilizados: papel pólen 80g, nanquim e aquarela.
Croquis de Experimentação - Internos - Escola de Arquitetura
Descrição: Croquis internos, Escola de Arquitetura - UFMG.
Materiais utilizados: papel vegetal, caneta nanquim e canetas esferográficas coloridas.
Materiais utilizados: papel ofício lilás, caneta uni-ball branca.
domingo, 20 de agosto de 2017
Zero e Um na Arquitetura
A reflexão por trás dos números zero é um é, de forma sintetizada, o contraste entre valores sustentados na sociedade, do fracasso e do sucesso, respectivamente. Para explicitar, tem-se como exemplo dois tipos de arquitetura praticados atualmente: aquela destinada à elite, na qual somente a população de nível socioeconômico maior possui acesso aos serviços de profissionais do ramo, e a arquitetura solucionadora de problemas, que se "dedica" a resolver as adversidades sócio espaciais ocasionadas pela falta de planejamento e - talvez - pela omissão dos profissionais de arquitetura e engenharia nos trâmites da população de baixa renda. Nas considerações sociais, é evidente a atribuição de valor (e a falta dela) que cria extremos na situação. Desse modo, a arquitetura de elite é super apreciada enquanto que, as populações de nível econômico baixo não têm acesso a nenhum tipo de planejamento arquitetônico, recebendo "atenção" apenas quando se torna um problema.
Contudo, considerando que a arquitetura engloba um aspecto amplo e tem capacidade de influência em toda a sociedade, é fundamental pensar no zero e no um, tratando a cidade como um todo, a fim de proporcionar uma melhor conversação entre seus espaços e uma maior qualidade urbana à população.
Roupa e Arquitetura
Como discutido em aula, as roupas e a arquitetura possuem semelhanças em suas funções - a capacidade de abrigar; tornar íntimo aquilo que não se quer mostrar. Além disso, ambas viabilizam a explicitação a cultura dos seres envolvidos nelas (o arquiteto deixa sua marca, assim como cada um se veste de acordo com suas preferências) e criam a possibilidade de provocar relações e reações nos meios interpessoais.
Contudo, a arquitetura e as roupas não podem - e nem devem - ser tratadas como objetos semelhantes. Apesar das coincidências, a arquitetura possui grau maior de interferência, solidez e, até mesmo, responsabilidade no âmbito social. Não se pode pensar em arquitetura como se pensa em moda; a moda é passageira e rápida, adaptando-se e se modificando vorazmente. A arquitetura e suas vertentes também possuem a capacidade adaptativa, porém, não se modifica edifícios, praças e ruas da noite para o dia. É necessário planejamento, atenção e, principalmente, realismo ao tratar do assunto, afinal, seus resultados não são passageiros e são capazes de modificar a vida das pessoas, de forma positiva ou negativa.
Reflexão - "Animação Cultural", FLUSSER, V.
O texto citado em sala ("Animação Cultural", FLUSSER, V.) tem como centro a relação, ainda não explicitada, do homem com objetos criados por ele e a função desses na sociedade. Há, num contexto massivo, a crença da servidão das máquinas para a população - o inventor domina sua criação. Contudo, na vivência contemporânea, é válido questionar essa relação de dependência; os humanos precisam vorazmente de suas invenções, a vida se encontra automatizada, centrada nas facilidades proporcionadas por tais objetos. Outrossim, a desvalorização da cultura é relatada, proveniente das tecnologias e do alto alcance massivo de certos ideais. As "máquinas" dos homens proporcionaram uma grande capacidade de comunicação, porém, veio, em anexo, a incapacidade - ou preguiça - de se ter senso crítico e pensamentos individuais. Valoriza-se, em demasia, ideais coletivos e culturas "aceitas" por grande parte das pessoas.
É válido acrescentar ainda, após a leitura dos textos das colegas Giovana Lemos e Bruna Soares, respectivamente, que, apesar da falsa superioridade dos homens - tida como verdadeira no âmbito social - as conquistas evolutivas da humanidade só foram possíveis, em maioria, após a invenção de vários objetos que simplificam - ou tomam - os afazeres dos seres humanos, destacando novamente a dependência relatada por Flusser. Tais conquistas são, predominantemente, outras criações humanas, o que corrobora para a ideia de obsolência dos esforços humanos. Além disso, nota-se um materialismo exacerbado na sociedade; a super valorização de objetos ultrapassa a capacidade de captar os males trazidos por eles, por conseguinte, o homem perde suas premissas pessoais, que ditam sua cultura e seus valores, e continua escravo de seus feitos.
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