Como discutido em aula, as roupas e a arquitetura possuem semelhanças em suas funções - a capacidade de abrigar; tornar íntimo aquilo que não se quer mostrar. Além disso, ambas viabilizam a explicitação a cultura dos seres envolvidos nelas (o arquiteto deixa sua marca, assim como cada um se veste de acordo com suas preferências) e criam a possibilidade de provocar relações e reações nos meios interpessoais.
Contudo, a arquitetura e as roupas não podem - e nem devem - ser tratadas como objetos semelhantes. Apesar das coincidências, a arquitetura possui grau maior de interferência, solidez e, até mesmo, responsabilidade no âmbito social. Não se pode pensar em arquitetura como se pensa em moda; a moda é passageira e rápida, adaptando-se e se modificando vorazmente. A arquitetura e suas vertentes também possuem a capacidade adaptativa, porém, não se modifica edifícios, praças e ruas da noite para o dia. É necessário planejamento, atenção e, principalmente, realismo ao tratar do assunto, afinal, seus resultados não são passageiros e são capazes de modificar a vida das pessoas, de forma positiva ou negativa.

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