De cunho demonstrativo, imersivo e de contemplação, a
exposição “Ex-áfrica” traz consigo um olhar pessoal das características, da cultura, dos entraves raciais, dos fatos históricos e dos métodos cotidianos
africanos. Suas fotografias, gravuras, imagens diversas, assim como objetos,
vídeos, imersões e etc., causam no expectador uma imersão rica no meio
pretendido. Apesar dos cenários caóticos retratados nos períodos propostos, a cultura
e suas vertentes fazem-se presentes e preciosas - tais cenários, em tom crítico, estão presentes também no âmbito cultural, revelando os passos histórico-sociais do povo citado.
Uma das experiências ao meu ver, mais marcante dá-se pela incorporação das
músicas da região num ambiente de imersão – além do conhecimento a respeito da
cultura e da aproximação com ela, é vista uma possível interação e um
afundamento na realidade ali contida.
Por fim, a articulação entre as peças dos diversos autores,
adjunto do caráter critico contido nelas, mostra-se intuitivo e explicativo por
si só – apesar da presença de escritos em língua estrangeira, que pode criar certa
barreira para expectadores mais leigos -, ambas se encaixam bem em nos amplos contextos,
conversando entre si.



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