sábado, 7 de outubro de 2017

Crítica à Exposição - “O Corpo é a Casa”, de Erwin Wurm


Com a premissa de certa ressignificação de objetos e momentos cotidianos, Wurm trouxe, em suas obras ("O Corpo é a Casa"), uma gama de pensamentos a respeito do que passa despercebido no dia a dia. A capacidade humorística da obra e as cores empregadas pelo artista são, de fato, algo que visa prender a atenção dos usuários e suas respectivas curiosidades – digo usuários pelo fato que, na pretensão do artista, uma parcela dos feitos tem intuito de interatividade e participação dos expectadores.

                        


A metáfora empregada nas esculturas faz-se reflexiva e interessante – apesar que, para uma parcela dos usuários, tal tom metafórico poderia passar despercebido caso não houvesse textos explicativos dispostos no local, o que tira da arte sua função de “falar por si só” –, o tom de crítica ao consumo exacerbado é bastante comum, porém, é posto de forma curiosa ao possibilitar a interação do usuário. 

                       


Por fim, no quesito de interatividade, o artista trabalha com uma forma não tão libertadora, uma espécie de interatividade guiada – considerando as predefinições e as orientações ali contidas, ou seja, o “como usar”. Ao meu ver, essa preferência acabou por limitar os visitantes o que, após certo tempo de interação, faz com que a obra se torne fatigante e repetitiva.







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