Com a premissa de certa ressignificação de objetos e
momentos cotidianos, Wurm trouxe, em suas obras ("O Corpo é a Casa"), uma gama de pensamentos a respeito
do que passa despercebido no dia a dia. A capacidade humorística da obra e as
cores empregadas pelo artista são, de fato, algo que visa prender a atenção dos usuários e suas respectivas curiosidades – digo usuários pelo
fato que, na pretensão do artista, uma parcela dos feitos tem intuito de
interatividade e participação dos expectadores.


A metáfora empregada nas esculturas faz-se reflexiva e
interessante – apesar que, para uma parcela dos usuários, tal tom metafórico
poderia passar despercebido caso não houvesse textos explicativos dispostos no
local, o que tira da arte sua função de “falar por si só” –, o tom de crítica
ao consumo exacerbado é bastante comum, porém, é posto de forma curiosa ao
possibilitar a interação do usuário.
Por fim, no quesito de interatividade, o artista trabalha
com uma forma não tão libertadora, uma espécie de interatividade guiada –
considerando as predefinições e as orientações ali contidas, ou seja, o “como
usar”. Ao meu ver, essa preferência acabou por limitar os visitantes o que,
após certo tempo de interação, faz com que a obra se torne fatigante e repetitiva.





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